quinta-feira, 28 de outubro de 2010

I'll be missing you

"Life ain't always what it seem to be,
Words can't express what you mean to me!
Even though you're gone we still a team.
Reminisce sometime the night they took my friend,
Try to black it out, but it plays again,
When it's real feelings hard to conceal.
Can't imagine all the pain I feel,
Give anything to hear half your breath.
I know you still livin' your life after death.


Thinking of the day,
When you went away,
What a life to take,
What a bond to break,
I'll be missing you!
We miss you!

It's kinda hard wit you not around,
Know you in Heaven smilin' down,
Watching us while we pray for you,
Everyday we pray for you,
Till the day we meet again.
In my heart is where I keep you friend.
Memories give me the strength I need to proceed,
Strength I need to believe.
My thoughts, I just can't define,
Wish I could turn back the hands of time!
Still can't believe you're gone,
Give anything to hear half your breath.
I know you still livin' your life after death.

Somebody tell me why.
One that morning,
When this life is over,
I know, I'll see your face.
Every night I pray,
Every step I take,
Every move I make,
Every single day,
 
We miss you!"




Every step I take,
Every move I make,
Every single day,
Everytime I pray,
I'll be missing you!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Migalhas.

À pouco…com a água a correr no meu corpo…lembrei-me de ti. De como tudo começou, de como lutaste por mim, de como te apaixonaste por mim, da primeira viagem que fizemos juntos, de quando me pediste em namoro. Lembrei-me de ti sentado no sofá da minha sala e vi-me a mim deitada na tua cama a aconchegar-te o lençol, a deliciar-me com o teu corpo ou simplesmente a sentir o calor da tua pele. Lembrei-me da primeira rosa que me ofereceste, da primeira surpresa que me fizeste, do primeiro presente que me deste, do primeiro “amo-te” que me disseste.
Lembrei-me também de quando eu deixei de sentir os pés, as mãos e o coração, naquela noite gélida e não menos triste, em que disseste que tinhas dúvidas em relação ao teu amor por mim. Em que ficou claro que os meus defeitos tinham escondido as minhas virtudes de tal forma que o meu lugar no teu coração tinha ficado com o espaço tão apertado e reduzido. Não imaginas o sofrimento que me causaste. Foi um terramoto tão grande que senti o meu Mundo todo a desabar, ali, em segundos. Nunca me esqueci dessa noite, nunca me esqueci desse abraço que foi provavelmente o último em que o teu coração ainda tinha um resto de amor por mim. Mas não foi aí que tudo começou em decadência, já tinha começado, por minha culpa também, é certo, a qual sempre admiti. Mas nessa noite foi a certeza que o nosso amor, que a nossa arrebatadora paixão, tinha caído por terra, e estava ali em pedaços diante dos nossos pés.
Lembrei-me de como foi voltar a ver-te, voltar a beijar-te, voltar a sentir o teu corpo. Esses momentos foram provavelmente os mais perfeitos para mim e também os mais intensos. Esses dias, por mais breves que tenham sido, foram novamente de paixão. Eu, embora o tenha escondido, continuei a amar-te. Nunca tive coragem de to dizer e por isso mantive-o em segredo. Tu continuaste sempre a achar que eu nunca mais te tinha amado. Mas, esses instantes de felicidade também terminaram, e com esse fim voltou a monotonia de uma relação um tanto desgastada e um tanto perdida. Talvez por entre surpresas, presentes e viagens, não nos tenhamos esforçado o suficiente para apanhar do chão o que fomos perdendo.
E hoje, já não nos vemos, já não falamos, já não sonhamos com as mesmas coisas, já não planeamos as mesmas viagens. Hoje somos como dois seres estranhos, que apenas se lembram, que apenas recordam. Hoje somos duas pessoas em caminhos diferentes, que já nem sequer se reconhecem.

Tu

Há dias, com este, em que sinto a tua falta. Há dias, como este, que preciso do teu conforto. Mas tu nunca estás presente. Partiste e contigo foi-se tudo o que com o tempo alimentámos, tudo o que com o tempo construímos.
Hoje apetecia-me ter o teu abraço, apetecia-me ter-te a meu lado e ver em ti o meu melhor amigo. Foste durante muito tempo o meu melhor amigo. Mas já não estás aqui, e hoje eu tenho que vencer esta batalha sozinha, em que ando contra as paredes da casa.
Hoje, não mais que hoje, era só de ti que eu precisava.
Hoje acordei com um nova força, uma força de esperança. E foi então que me apareceste, por entre presentes, cheiros e imagens. Foi então que me apareceste despido na cama, e eu pude voltar a sentir o cheiro da tua pele, o toque da tua pele. Foi nesse momento que te voltei a amar quase sem limites e de uma forma que só eu te pude amar! Por mais que tu tentes e queiras, nunca vais conseguir desamarrar-te da intimidade que era nossa, do fio único que só partilhaste comigo.
Um dia vais acordar e sentir que a corda que de vez em quando temos amarrada à garganta te vai apertar tanto que tu vais desejar ter-me por perto. Eu prometi-te que iria à tua procura, um dia. Nesse dia tu serás aquele amigo de sempre com que não falo há mais tempo do que talvez gostaria; nesse dia não te vou desejar ter-te ao meu lado na cama, sentir o aroma da tua boca, ou sentir o abraço de um amor perdido.
No outro dia, senti o teu olhar no meu, como se nunca tivesse partido, e o emaranhado do passado voltou a fazer estragos em mim, como continuará a fazer até ao dia em que me conseguir libertar dei. Tu foste importante. Mas eu não te quero ver, não agora. Não quero que me venham falar de ti e contar-me como está a tua vida, não quero ter de olhar para a nossa fotografia cada vez que entro no quarto da minha avó; porque tudo isso ainda faz doer, porque o barulho do teu silêncio ainda me atormenta e tudo isso ainda aperta a corda que tenho encostada à garganta.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sonhei-te.

Hoje recordei-te em sonhos. Pude sentir de novo o teu cheiro. Pude sentir de novo as tuas mãos a percorrerem-me o corpo… e como te amei! Como me voltei a apaixonar pelos teus olhos, pela tua voz, pelo teu corpo… Como me voltei a apaixonar por ti em todos aqueles minutos em que te sonhei. Hoje recuei nos cem passos que tinha traçado, recuei no tempo. Parecia tudo tão real. Cada beijo, cada toque, cada palavra. Naquele momento senti que tinha voltado ao sítio que nunca devia ter deixado de me pertencer, naquele momento senti que o meu lugar não podia ser outro senão aquele, senti que podia juntar todos os cacos e disfarçar as marcas do reflexo de um espelho partido. Naquele momento éramos só nós, não existia mais nada. Lembraste de quando estávamos juntos e o relógio parava? Naquele momento eu senti que valia a pena recuar mil passos mesmo que tudo se perdesse a seguir, mais uma vez… Agora eu não tenho tanto a certeza… A única certeza que tenho é que o sonho que hoje vivi já foi real, mas que hoje não passou da minha imaginação, da imaginação de alguém que ainda não te esqueceu e de alguém que continua a gostar muito de ti! A única certeza que posso ter é que, se pudesse, tinha-te aqui comigo, agora. A única certeza, é que, contigo, com a tua protecção e a tua força, eu conseguia seguir em frente, e lutar por nós. Mas para isso era preciso que o tempo já te tivesse dado o que comigo aprendeste, era preciso que tu soubesses tudo o que deixaste escapar.

O reflexo que o nosso espelho guardava.

 Onde estás? Procuro-te nas fotografias que retratam uma vida no pretérito perfeito. Procuro-te por entre os cheiros que me trazem o teu perfume, por entre lugares que me devolvem a tua imagem... Procuro-te mas não te encontro.
 Fomo-nos deixando pelo caminho, e hoje não existe rasto de nós. Partiu-se o espelho onde o nosso reflexo se encontrava...e não resta mais nada. Apenas a memória de que estivemos ali os dois, de mãos juntas e entrelaçadas, fazendo juras eternas, como se não conhecessemos os teatros da vida. Mas podemos ter a certeza que um dia estivemos ali, tão perto da perfeição, tão perto que por instantes a tocámos, que por instantes a sentimos.
 E guardados ficam apenas pedaços de tudo o que se partiu, guardamo-los em segredo, para que ninguém saiba que dentro de nós ainda existem e que alguns permanecem intactos.
 A tempestade onde nos perdemos vai passando, mas ainda não nos vemos, ainda não nos encontramos. Talvez nos tenhamos perdido para sempre. Ou talvez continuemos a fugir um do outro por não querermos cair na ilusão de que os cacos do espelho se voltaram a unir e que nele se encontra novamente a nossa imagem, clara e nítida como um dia foi, quando na verdade os pedaços continuam no chão e por mais que os tentemos juntar não podemos apagar as marcas de um espelho partido onde o nosso reflexo jamais voltaria a ser o mesmo.

Pedaços de ti.

Gostava de te poder mandar uma mensagem, sem medo, a dizer que sinto a tua falta. Mas o medo paralisa-me as mãos e a alma. Não sei se ainda pensas em mim ou se tens saudades minhas. Não sei se o tempo já te mostrou tudo o que de mim guardaste.
Em alguns momentos os meus erros continuam, a desfilar perante os meus olhos; por cada vez que te quis dar o melhor de mim e falhei; por cada vez que te dei o pior de mim, por cada vez que te acusei de não teres feito o suficiente por mim quando já tinhas feito muito; por cada vez que não te agradeci por teres trazido à minha vida um sorriso, por contigo ter experimentado um amor puro, por ao teu lado ter vivido e testemunhado tantas coisas e tantos lugares.
 Foste especial, mais do que provavelmente eu alguma vez tenha tido a capacidade de demonstrar. Tiveste tal importância na minha vida que conseguiste fazer-me crescer, por isso, e não só por isso, valeu a pena.
Ter-me separado de ti apertou tanto a corda enrolada à garganta que por momentos me esquecia de respirar, que por momentos me esquecia de viver. Ainda hoje, ao recordar-te a corda se encosta, de vez em quando, à garganta, já não me esqueço de respirar ou viver, mas quando ela aperta o coração dói.
Sinto falta de te ouvir, de te ver. Sinto falta de seres o meu melhor amigo, e o melhor namorado.  Sinto falta de receber uma chamada tua, ou apenas uma mensagem. Sinto falta da tua “boa noite” e do teu “bom dia”. Sinto falta das rosas, do teu cheiro, do teu toque, do teu sabor.
Tenho saudades de acordar ao teu lado e ouvir dizer que me amas, com todas as tuas forças. Tenho saudades de te pertencer, de te abraçar. Tenho saudades do teu corpo. Tenho saudades tuas.
Quererei sempre o melhor para ti. E estarei sempre aqui, embora escondida, a fugir daquilo que ainda não deixei de sentir. Estarei aqui quando precisares, o “teu” ombro continua no mesmo sitio de sempre.