terça-feira, 26 de outubro de 2010

Hoje acordei com um nova força, uma força de esperança. E foi então que me apareceste, por entre presentes, cheiros e imagens. Foi então que me apareceste despido na cama, e eu pude voltar a sentir o cheiro da tua pele, o toque da tua pele. Foi nesse momento que te voltei a amar quase sem limites e de uma forma que só eu te pude amar! Por mais que tu tentes e queiras, nunca vais conseguir desamarrar-te da intimidade que era nossa, do fio único que só partilhaste comigo.
Um dia vais acordar e sentir que a corda que de vez em quando temos amarrada à garganta te vai apertar tanto que tu vais desejar ter-me por perto. Eu prometi-te que iria à tua procura, um dia. Nesse dia tu serás aquele amigo de sempre com que não falo há mais tempo do que talvez gostaria; nesse dia não te vou desejar ter-te ao meu lado na cama, sentir o aroma da tua boca, ou sentir o abraço de um amor perdido.
No outro dia, senti o teu olhar no meu, como se nunca tivesse partido, e o emaranhado do passado voltou a fazer estragos em mim, como continuará a fazer até ao dia em que me conseguir libertar dei. Tu foste importante. Mas eu não te quero ver, não agora. Não quero que me venham falar de ti e contar-me como está a tua vida, não quero ter de olhar para a nossa fotografia cada vez que entro no quarto da minha avó; porque tudo isso ainda faz doer, porque o barulho do teu silêncio ainda me atormenta e tudo isso ainda aperta a corda que tenho encostada à garganta.

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